Meu primeiro mês na faculdade


Essa semana completou-se um mês que eu comecei a cursar a faculdade. E sim, eu poderia ter escrito um post sobre o primeiro dia ou quem sabe sobre a primeira semana, mas sinto que não havia experimentado realmente essa nova “etapa”. Decidi dividir o post nos seguintes tópicos: o curso, o primeiro dia (trote) e as diferenças do ensino médio e a faculdade. E já quero me desculpar pela qualidade facebook da foto.


Arquitetura é a arte de projetar e organizar espaços internos e externos, de acordo com critérios de estética, conforto e funcionalidade. O trabalho do arquiteto é projetar e coordenar a construção ou a reforma de prédios e casas. Como urbanista, sua tarefa é planejar o crescimento de cidades e bairros. – Guia do Estudante.

Desde pequena (aos 11) já sabia o que queria ser, e desde então nunca mais mudei de ideia. (In)felizmente não sei como é passar pela aquela angústia de não saber que curso escolher. Descobri que queria cursar Arquitetura e Urbanismo através do jogo The Sims, onde minha parte preferida do jogo era montar a casa e decorar. Costumava reproduzir no jogo as plantas daqueles folhetos que são geralmente distribuídos nos semáforos.

É claro que depois eu procurei me informar mais sobre a profissão (arquiteto não faz só plantas), cheguei até a procurar outras áreas que eu poderia seguir, mas a “paixão” pela arquitetura, se assim podemos dizer, sempre foi muito mais forte. Considerei outros critérios na hora da escolha, como a questão das habilidades: sempre tive um lado artístico e criativo, gosto de desenhar, criar, sou apaixonada por artes (fotografia, música, dança, cinema...) e acho o máximo podermos transformar as pessoas e a vida delas com o nosso trabalho. E mais, sabem daquela história de que não devemos fazer algo pelo dinheiro? É a mais pura verdade. Se fizermos o que gostamos, porque amamos fazer aquilo, faremos isso bem e melhores do que aqueles que estão apenas interessados na questão financeira. Todo esse amor e esforço vão ser recompensados de alguma forma e o dinheiro será apenas consequência.

“Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida.” - Confúcio


Como qualquer outro ser humano eu também senti aquele frio na barriga no primeiro dia. Eu não sabia muito bem o que esperar e não conhecia ninguém lá. Ao chegar na faculdade houve uma breve apresentação do curso (já que eles iriam explicar mais detalhadamente no decorrer da semana) e um trote solidário para nos conhecermos melhor e haver integração dos alunos. Na minha instituição o trote é proibido, então os veteranos estavam na rua próximo a faculdade e só participava quem queria. Se você falasse que não queria participar ninguém mexia com você, caso você quisesse entrar na “brincadeira” eles jogavam tinta, spray, farinha e cola. Em outros casos cortavam a sua roupa, se você permitisse, e pediam para você pedir dinheiro no semáforo. No meu caso, só fiquei na parte da tinta. Acho importante ressaltar que trote é algo que deve ser saudável, só faça aquilo que você se sinta confortável e a vontade.


Este tópico na verdade é bem relativo, pois depende muito da escola em que você cursou e a faculdade para onde está indo, além, é claro da sua personalidade. As conversas, grupinhos, encrencas, e brincadeiras são quase as mesmas, parecem que vieram da escola. Mas, a principal prova e diferença da escola é a questão da liberdade e escolha. Na faculdade se você quiser faltar, você falta, sai da aula no horário que quiser, não precisa de permissão e se quiser nem volta. Ali, você está pagando pelo serviço e o usa da maneira que quiser. No entanto, faculdade também implica responsabilidade. Você até pode não querer assistir as aulas daquele professor, mas caso você vá mal na prova ele não fará esforço para te ajudar a recuperá-la já que ele nunca te vê nas aulas. Há também a questão do uniforme, na minha escola, por exemplo, era obrigatório e na faculdade você vai com a roupa que quiser (não esquecendo do bom senso na hora de escolher), particularmente eu acho isso ruim já que demoro muito para escolher a roupa e que logo na primeira semana parece que você já usou tudo e não tem mais o que vestir. A minha dica é investir nos acessórios!

Sei que o post ficou enorme, tentei resumir, mas ficaria incompleto. Se tiverem alguma dúvida ou experiência que queiram compartilhar é só deixar nos comentários! Alguém mais já passou por isso?

Chá de sumiço, Boom de Blogs e prioridades
























Por várias vezes senti um desejo enorme de retornar e planejei minha volta a saturada blogosfera . Mas, ao mesmo tempo, sentia que também não era a hora.

Já havia comentado que 2013 não seria um ano qualquer para mim: formatura, vestibular, etc. E logo no inicio do ano percebi que não estava conseguindo dar conta de tudo, as coisas acabavam ficando no “mais ou menos”. Então, tive que tomar uma decisão: me abdicaria do blog por um tempo – até então indefinido – para me focar em outras obrigações.

Antes de abandoná-lo pensei em escrever um post explicando, mas não sabia o tempo que isso duraria, e quem sabe eu poderia simplesmente acordar com uma vontade louca de voltar assim de repente. Não vou negar que tive muitas vezes vontade de voltar, mas não sabia como e nem se ainda daria conta. A verdade é que eu ainda não sei se eu vou dar conta. Pensei em deixar o blog em hiatus, mas depois achei que os tutoriais ainda poderiam ser úteis. No final das contas não fiz nenhuma das coisas.

Neste tempo afastada da blogosfera pude perceber o quanto ela mudou. De um ano para o outro me parecem que surgiram bilhares de novos blogs – ou o que eu chamo de Boom de Blogs. E sim, acredito que este tenha sido outro fator que também me manteve afastada. Bárbara Resende escreveu um post sobre o assunto que me fez refletir ainda mais sobre o assunto. E acho que ela conseguiu expressar bem a situação neste trecho:

“De um ano para outro, uma profusão de blogs nasceu. “Bacana”, cheguei a pensar, afinal nunca foi tão fácil dar impulso à sua criatividade e paixão/talento e ainda atingir um número sem igual de pessoas. Mas não foi o que aconteceu: o nonsense imperou e tudo ficou muito parecido. Mesmos looks, mesmas marcas, mesmas it bags, poses e claro, conteúdo (nem quero me aprofundar nos layouts, no texto mal escrito, nas imagens). E ao mesmo tempo, nada. É (a mesma) informação disseminada de diversas maneiras, em todo lugar. Quem não tem blog hoje? Mas quem tem um blog realmente diferenciado? Cansou? Sim, mas quem se reinventa?”

E cá estou eu, no meio desse emaranhado também tentando me reinventar. Resolvi encarar de uma vez por todas essa nova blogosfera. Admito que pensei em começar tudo do zero, excluir todos os posts, mudar tudo, recomeçar. Ainda não sei se farei isso, por enquanto ficará como está até eu ter um novo surto. Esse é o meu espaço e nele quero ter liberdade! Simplesmente não quero me dar “ao luxo” de me encaixar a um nicho. Quero falar do que me der vontade na hora que eu tiver vontade. Sim, eu sei que frequência de posts é algo de peso pra quem tem um blog, mas do que adianta se eles só estarão enchendo linguiça? Prefiro escrever pouco, mas algo que seja de qualidade, que seja criativo e que tenha personalidade!

Sim, já fui vítima de modinhas, já quis ter uma calça listrada #shameonme e hoje dou graças por ter poupado meu dinheiro. Estamos em mudança constante, e o mundo também, a cada instante surgem coisas novas e formamos novas opiniões, que às vezes se baseiam na opinião do outro. Não tem como evitar. Eu ainda sigo a moda (troquei as listras pela estampa étnica), mas quero que as pessoas gostem de mim pelo o que sou, e não porque eu estou seguindo moda, ou porque sou igual a maioria. Assim, espero conseguir “inovar” este espaço, e traduzir essas ideias em realidade.

Não sou muito de post-desabafo, mas minha inquietude me levou adiante. Tentei sintetizar o máximo esse post, pois sei que a preguiça tem um poder sobrenatural sobre nós. E para finalizar adoraria saber o que vocês pensam sobre o assunto, e espero que vocês continuem acompanhando o blog nesta “nova fase”.

PS: o blog não conta mais com a ajuda de colaboradores – sim, a falta de tempo é contagiosa (corram para as colinas!).

O Jogo da Saudade


Sinto falta do ontem, dos planos e sorrisos. Faz falta o seu jeito, a forma como me abraçava, sua respiração, e principalmente a segurança que tanto me passava. Como permitimos nos perder? Quando foi que largamos aquele amontoado de promessas? Talvez isso aconteceu quando decidimos tentar buscar novos objetivos, mas até hoje não me perdoei de ter quebrado a promessa de ficar mantendo contato com você. Passou anos e isso ainda me incomodava, pensei em te ligar, mas desanimei ao olhar a lista telefônica e não conter seu número. Envolve-me em outros abraços, afoguei meus lábios em outros desesperados, que assim como eu estava atrás de uma pessoa que o completasse, sem querer saber o endereço do seu velho passado.

Mas sabe quando aquela saudade te invade e não quer mais lhe deixar? Bem, é assim que estou neste exato momento, recordando. É até engraçado pensar em como a vida faz seu jogo e como somos péssimos jogadores, deixamos escapar não só sentimentos e pessoas, mas o objetivo de vida por pequenas distrações, não temos certeza, ou quando temos lá no meio do caminho acabamos notando que não era aquele percurso que queríamos ter tomado e, o que fazemos? Começamos do zero, alguns tem essa audácia, outros sentem medo e permanecem no caminho que elas não escolheram. Mas não por pena, é por não querer magoar mais quem esta do seu lado, no presente. Afinal, as escolhas têm que serem bem pensadas, e neste momento fazê-lo sofrer era a pior decisão, pois me envolve. E é com esta história que me fiz e não aquele pedacinho de saudade lá no passado.
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